segunda-feira, 23 de junho de 2008

Direito ou esquerdo? It's up to you!

Essa é prá vc.....

Sobre a sincronicidade....

Carl Jung diz que “a ligação entre os acontecimentos, em determinadas circunstâncias, pode ser de natureza diferente da ligação causal e exige um outro princípio de explicação” (CW VIII, par. 818). Jung define também três categorias baseadas neste conceito de sincronicidade:
1. coincidência de um estado psíquico com um evento externo objetivo simultâneo.
2. coincidência de um estado psíquico com um evento externo simultâneo mas distante no espaço.
3. coincidência de um estado psíquico com um evento externo distante no tempo.


Através da definição destas categorias, podemos perceber que nos fenômenos sincronísticos, o tempo e o espaço são relativos, isto é, o fenômeno acontece independente destes. Basicamente o que define a sincronicidade são a coincidência e o significado.


Pois bem!!! Louco, visionário, espiritualista..o que será que esse cara foi...
Experimentar eventos relacionados a este fenômeno tenho certeza de que todos tivemos a oportunidade, mas o que fazer com essa racionalidade ocidental que não nos permite observar o que foi um fenômeno de sincronicidade e o que foi apenas delírio inconseqüênte para tentar explicar o óbvio?

No livro " A religião do cérebro" de Raul Marino Jr,2005 comenta-se sobre o lobo temporal direito e atribui-se a ele o fenômeno da intuição, sendo o mesmo representado por um tipo de aferência complementar aos sentidos conhecidos, ou seja, um link direto para o paranormal, ou sexto sentido. Ainda nesta mesma linha de raciocínio, o autor comenta sobre a maioria dos seres humanos preferirem basear suas decisões e ações recorrendo ao lobo temporal esquerdo, que acompanha a lógica, mesmo sabendo que essa tal lógica nem sempre justifica os fatos.

Acreditamos que utilizar o sexto sentido ou intuição nos torna ridiculamente tolos...acreditar nas coisas do espírito, do sobrenatural nos dá a sensação de inferioridade. Preferimos tornar o nosso cérebro um canal de TV fechada, com mil opções de canais pré-programados, apenas recebendo as informações e mimicamente as repassando como verdades absolutas reconhecidas pela ciência, pelas estatísticas, pelas notícias do mundo em vez de aprendermos a programação cerebral.

Mas não é fácil deixar de ser racional e aprender a programação DOS do nosso lobo frontal direito. Não é fácil absorver a sincronicidade nas nossas vidas mesmo quando a percebemos, mesmo quando os sinais tornam-se evidentemente claros. Neste caso, covardemente encontramos novamente uma explicação concebível para justificar o não compreendido.

O fato é que a intuição nos dá o poder de experienciar o que nos é desconhecido, o que racionalmente não é aceitável, o 2+2 que nem sempre será 4.
Pois bem...abrir este canal é como experimentar uma nova concepção de vida. É como se o ontem fosse a realidade virtual de Matrix...depois que se conhece a verdade, dificilmente a deixamos de lado!

Por isso, treinar a intuição deve ser como fazer exercício físico. Tem que ter disciplina e boa vontade. Só assim não nos pegamos ingenuamente acreditando que só existe um mundo racional, cheio de lógica e explicações cartesianas.

A frase "Há mais mistérios entre o céu e a terra do que supõe nossa vã filosofia" de William Shakespeare pesa no meu consciente provocando um desejo fulgurante de penetrar neste universo ainda não muito bem conhecido.

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